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  • Saúde mental e prevenção ao suicídio são temas de roda de conversa na Justiça Federal da 5ª Região
    Última atualização: 30/09/2026 às 20:01:00



    Escuta ativa, presença, ouvir sem julgar, validar o sentimento do outro. Essas são ações fundamentais quando o assunto é saúde mental e prevenção ao suicídio, temas da roda de conversa promovida pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região - TRF5, dentro da programação da campanha Setembro Amarelo. O evento virtual foi realizado nesta quarta-feira (30/09) e mostrou como o conhecimento pode superar os tabus e estigmas que rondam o tema, contribuindo para salvar vidas.  

    A desembargadora federal Cibele Benevides, que coordena a Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Assédio Sexual e Discriminação (CPAMAS) do Tribunal, abriu o debate. A magistrada apresentou dados da Associação Brasileira de Psiquiatria, apontando que, no mundo, mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio, todos os anos. Além disso, de acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registra, diariamente, 42 mortes por suicídio.  

    Cibele também falou da importância da campanha Setembro Amarelo. "É uma pauta necessária, especialmente para desestigmatizar a questão do sofrimento mental. Há uma preocupação grande do Conselho Nacional de Justiça, respaldada pela Presidência do TRF5, no sentido de que o ambiente de trabalho seja saudável, que promova diálogo, cooperação, e que sinais possam ser detectados para promover saúde mental", destacou a magistrada, acrescentando que o trabalho no Judiciário está vinculado ao cumprimento de metas e a esforços que são, por vezes, desgastantes.  

    A roda de conversa foi mediada pela médica do Núcleo de Assistência à Saúde (NAS) do TRF5, Catarina Guerra, que reforçou a importância do debate. "Esse momento é extremamente precioso, sensível e necessário. Os dados são muito preocupantes, especialmente na população mais jovem".  

    Palestrante 

    O convidado para falar sobre "Saúde Mental e Prevenção ao Suicídio” foi o médico psiquiatra da Justiça Federal em Pernambuco (JFPE), Henrique Lacet. Ele também apresentou um panorama dos suicídios no Brasil: os casos correspondem a 1% das 16.751 mortes no país, no ano de 2024, e é a terceira causa de mortes entre jovens com idades entre 15 e 29 anos. 

    O médico pontuou mitos e verdades sobre o tema, apontou fatores de risco, fatores de proteção e sinais de que uma pessoa está em sofrimento mental. "É muito mais fácil entendermos uma dor física. Em um acidente de carro, por exemplo, conseguimos identificar a dor que a pessoa está sentindo. Mas, na saúde mental não conseguimos compreender o nível de sofrimento". 

    Mitos e Verdades 

    Lacet elencou algumas frases que são frequentemente ouvidas quando assunto é saúde mental: 

    - Quem realmente quer se matar não avisa. 

    Mito. Em muitos casos, a pessoa em sofrimento mental avisa que vai atentar contra a vida. É importante ouvir os sinais. 

    - Suicídio é sinônimo de fraqueza. 

    Mito. Às vezes, o sofrimento é tão grande, que a pessoa prefere perder a vida do que passar pelo sofrimento mental.  

    - Homens morrem mais por suicídio do que mulheres. 

    Verdade. Em números confirmados de suicídio, os homens chegam a 78%. 

    - Quem tenta uma vez, nunca mais tenta. 

    Mito. Cerca de 10% das pessoas que atentaram contra a própria vida voltam a tentar. 

    Fatores de risco 

    De acordo com o médico, são considerados fatores de risco: depressão e outros transtornos mentais; pessoas que passaram por perdas recentes; pessoas com baixa escolaridade; ter histórico familiar; uso de drogas e álcool. 

    Fatores de proteção  

    Entre os fatores de proteção ao suicídio estão: saúde física e mental; autoestima, hábitos de vida saudáveis; crenças pessoais e espirituais protetoras; apoio familiar; vínculos sociais e comunitários; ambiente de trabalho saudável; e relação de confiança estabelecida com o profissional de saúde. 

    Sinais de alerta 

    A pessoa em sofrimento mental apresenta alguns sinais de alerta, tais como: falar em morrer ou desistir da vida; mensagens de despedida; isolamento repentino; mudanças bruscas de humor; negligência na aparência, entre outros. 

    Palavras adequadas 

    O palestrante citou algumas frases que são recomendadas para alguém que está sofrendo mentalmente, como por exemplo: "Quer conversar comigo?", "Pode falar, eu não vou te julgar", "Você não precisa passar por isso sozinho".  

    Porém, algumas expressões devem ser evitadas, tais como: "Isso é falta de Deus", "Você tem tudo para ser feliz", "Pense nos seus filhos", "Você precisa ser forte".  

    Realização do evento 

    Também participaram do debate as juízas federais Amanda Torres, diretora do Foro da JFPE, e Madja Moura, membro do CPAMAS. 

    A roda de conversa da campanha Setembro Amarelo foi uma iniciativa promovida pela CPAMAS do TRF5, em parceria com o TRFMED, o Núcleo de Assistência à Saúde (NAS) e a Justiça Federal em Pernambuco (JFPE). 

    Contatos úteis 

    Centro de Valorização da Vida (CVV) - 188 

    Samu – 192 

    Hospital Ulysses Pernambucano (Recife) - (81) 3182.9912 / 3182.9921 / 3182.9906 

     


    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5





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    Divisão de Comunicação Social

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